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CANAL YOUTUBE - Qual a importância do Design Thinking para o Direito?

Você já ouviu falar em Design Thinking? Mais do que um método, o Design Thinking é uma atitude mental, um modo de se posicionar e pensar voltado para solução de problemas e inovação. Ele pode ser aplicado em vários ramos e atividades, como no desenvolvimento de produtos ou em novos modelos de negócios.

 

Os conceitos do Design Thinking são totalmente aplicáveis aos advogados, permitindo abordagens novas e mais efetivas com os clientes. Podemos dizer que o Design Thinking tem como objetivo entender o ecossistema dos negócios e assim compreender melhor todas as questões envolvidas.

 

Ao ter um panorama mais abrangente sobre os problemas do cliente, é possível entender os anseios das pessoas envolvidas e enxergar novos meios de solução, e, principalmente, inovação. Para tanto, é necessário seguir alguns passos. O primeiro deles é um paradigma por si só, pois os projetos de Design Thinking não buscam de imediato as soluções, porém os problemas.

 

O caminho contrário levará à melhor solução

 

Geralmente, temos a ideia de que soluções instantâneas são sinônimo de alta competência. Contudo, este raciocínio está equivocado, pois ao agir de tal modo é incorporado um pensamento linear ao projeto, baseado somente em experiências anteriores (quando o problema X ocorrer, deve-se resolver do modo Y).

 

Este modelo traz sérios problemas, pois assim vinculamos soluções do passado às questões atuais e que não são mais compatíveis com cenários anteriores. Como sabemos, hoje dispomos de um presente dinâmico, em que as relações de negócios são alteradas frequentemente, exigindo dinamismo e criatividade por parte de todos. 

 

O posicionamento restrito perante às novas possibilidades de solução também inibe as oportunidades de inovação, quando as respostas ideais não são identificadas. O que ocorre é que se antecipam soluções sem a correta definição dos problemas, sem entender efetivamente o cenário e as pessoas envolvidas.

 

Quando realizamos o caminho contrário e buscamos entender os problemas para depois buscar por soluções, verificamos o seguinte:

 

  1. Evitamos o desenvolvimento de soluções paliativas ou falsas;
  2. Afastamos o pensamento linear baseado em acontecimentos passados;
  3. Promovemos análises profundas do sistema ao redor das situações analisadas.

 

Como podemos encaixar o Design Thinking no ambiente jurídico?

 

Quando um advogado é consultado por um empreendedor, ele quer saber se pode seguir ou não por determinado caminho. A tendência é analisar jurisprudências anteriores para estabelecer um cenário de comparação, riscos e possibilidades. Apontar riscos é parte essencial da advocacia e o cliente deve se ater a eles, considerando que há questões que devem ser levadas ao poder judiciário.  

 

Utilizando-se do mindset do Design Thinking, é necessário entender as questões do cliente a fundo e conhecer as pessoas envolvidas no projeto nas mais variadas áreas. Agindo de tal modo, o advogado deixará de apenas apontar dificuldades e judicializar questões para se tornar um profissional que corre atrás de soluções efetivas, apontando riscos, sim, porém trazendo sugestões de como anulá-los ou minimizá-los. 

 

Deste modo, o Design Thinking pode transformar o advogado em um parceiro estratégico de inovação. Em conjunto, temos as noções de Direito de Inteligência de Negócios que estão diretamente atreladas à inovação, dinamismo e aos novos métodos de realizar negócios. Para acompanhar mais sobre este assunto, visite o blog da Amaral, Yazbek Advogados e o canal no YouTube Direito da Inteligência de Negócios.

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